A IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE DA ÁGUA NAS DIFERENTES ATIVIDADES HUMANAS

O homem utiliza a água de diferentes fontes na natureza como rios, lagos, lagoas, reservatórios, subterrânea, chuva, para satisfazer diversas necessidades como potabilidade, higiene, limpeza, produção industrial (tanto inserindo a água no produto quanto usando-a durante o processo produtivo), criação animal (aqüicultura), irrigação, geração de
energia elétrica, navegação, diluição de esgotos, entre outros.

Estes diversos usos requerem padrões de qualidade da água adequados para cada tipo de atividade. Com isso, a qualidade da água deve ser entendida como um padrão relativo, ou seja, de acordo com cada uso da água as exigências físico-químicas e biológicas são diferentes. Para tanto, existem legislações específicas que estabelecem os limites dos parâmetros permitidos e adequados para os diferentes usos da água. Um exemplo é a Portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde que determina os padrões de qualidade para água potável, que no caso são bastante rígidos considerando que a água será ingerida. Outro exemplo são os padrões exigidos pelos órgãos de controle ambiental quanto ao lançamento de esgotos num corpo d´água. Os resultados da análise da água servem ainda para avaliar o dano deste uso da água (diluição de esgotos) sobre o ambiente aquático e subsidiar ações de gerenciamento e mitigação de impactos ambientais.

Para que se possa, portanto, avaliar se uma água é de qualidade de acordo com o uso requerido, deve-se fazer análises de suas características físico-químicas e biológicas. Essas análises são feitas em laboratórios especializados e capacitados, com profissionais habilitados na área, e incluem diversos parâmetros (análises físico-químicas e biológicas) selecionados de acordo com objetivo do estudo ou do uso da água e legislação pertinentes.

Nota-se assim a importância da realização de análises de água, visando não só adequar a legislação específica de cada uso requerido, como também prevenir danos à saúde humana e ao meio ambiente. Com isso, evitam-se sérios problemas econômicos e ambientais e possibilita o uso sustentável da água para as gerações atuais e futuras, considerando que a água é um bem finito e cada vez mais escasso.

LIMNOLOGIA: CIÊNCIA MÃE
(Texto baseado em Esteves, F.A.1998
Fundamentos de Limnologia, 2ª ed.Interciência.
Rio de Janeiro-1-57 pp)

Muito embora os estudos dos ambientes aquáticos sejam muito antigos, remontam à época de Aristóteles, a Limnologia como ciência surgiu somente no início do século XX, tendo como marco a publicação do livro de Forel, na Suíça em 1901, chamado Limnologia Geral. O autor apresentou o lago como sendo um microcosmo, onde as interações físico-químicas, biológicas e geológicas foram entendidas como um todo, uma unidade.



Em virtude da etimologia da palavra (Limné, palavra grega que significa lago) e pelo fato das primeiras pesquisas terem sido realizadas em lago, a Limnologia ficou conhecida como a ciência que estuda os lagos. No entanto, no 1ª Congresso Internacional de Limnologia (1922), decidiu-se ampliar os campos de atuação desta ciência, incluindo outros ecossistemas aquáticos continentais. Desta forma, pode-se definir a Limnologia como sendo: o estudo ecológico (aspectos bióticos e abióticos em constante interação) de todas as massas d´água continentais. Portanto, além dos lagos, são objetos de estudo da Limnologia: lagunas, açudes, lagoas, represas, rios, riachos, brejos, áreas alagáveis, águas subterrâneas, coleções d´água temporárias, nascentes.

Embora tenha hoje um corpo teórico próprio, a Limnologia, sendo uma ciência ecológica, é resultante da integração de várias outras ciências, como a Botânica, a Zoologia, a Química, a Física, a Geologia, e a Meteorologia.

Com isso e considerando os diferentes usos que o homem faz hoje da água e os problemas que advém desses usos, a Limnologia é uma ciência fundamental, tanto do ponto de vista básico como aplicado, pois seus estudos indicam as condições de saúde de um ecossistema aquático, subsidiando assim a tomada de decisão para seu manejo e usos adequados.

É indispensável ser considerado pela sociedade, principalmente pelos seus segmentos mais diretamente envolvidos, o fato de que em qualquer forma de interferência nos ecossistemas aquáticos continentais, devam participar profissionais com conhecimentos teóricos sólidos sobre os diferentes enfoques do ambiente, especialmente quanto às múltiplas e complexas interações entre a biota aquática e o seu meio, assim como entre o ecossistema aquático e o terrestre.

Neste sentido, ao participar de qualquer atividade ou decisão que implica alterações das condições naturais dos ecossistemas aquáticos, o limnólogo deve despir-se de qualquer outro interesse, que não aquele estritamente vinculado ao caráter ético-profissional, ao respeito à sobrevivência das espécies componentes destes ecossistemas e à melhoria da qualidade de vida humana.





Único laboratório de análise de água de Mato Grosso com:
- Alvará da Vigilância Sanitária (2009/2010)
- Programa de Intercalibração junto à ABES-Sabesp-Franca (SP)
- Equipamentos calibrados periodicamente por empresas acreditadas junto a RBC (Rede Brasileira de Calibração) / Inmetro.
- Responsável técnica com doutorado na área de limnologia e qualidade da água pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar-PPGERN).


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